quarta-feira, 30 de junho de 2010

Enamorados por 5 anos

A casa é nova. As portas, abertas. A vontade de fazer acontecer, viva. O amor, aceso. As oportunidades, aparecendo. Trabalho, para os dois. Novos amigos. Convivência, com os primos. Proximidade com meu irmão. Um pouco de tudo. Mil compromissos. Nem tanto tempo assim. E quando eu chego em casa, ele está lá. Como se tirasse meu cansaço com as mãos. Fazendo tudo e mais um pouco pra me agradar. Muitas vezes me tirando do sério, bonito. Mas o único que aguenta meu mal humor. Talvez não entenda. É dificil, mas ele faz ficar ainda mais. Quando estamos separados, eu só penso nele. Quando estamos juntos, não tem como eu pensar em outra coisa. É o meu amor. Eu não sei viver sem ele e nem gostaria de saber. Meu menino, meu moleque, meu homem. As vezes me calo pra não dizer, mas aí chega o dia primeiro. O dia em que parece zerar tudo. E dançamos, como quando nos conhecemos. Eu, bebezinha. Ele, beberrão. E a gente juntos, sempre inventando um motivo pra comemorar.
Obrigada meu nego por cada segundo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

1 de maio de 2010

Eu acordei muito bem. Meu humor estava voltando ao normal, junto com a fome e o sono atrasados há 2 semanas. A família toda já estava chegando para o grande momento. Era o meu dia, e o sol estava estatalado. Eu não precisava mais me preocupar com isso, ou seja, poderia desvirar o ovo do telhado. E desvirei. Fomos ensaiar no local e eu percebi que se não fosse eu pra tomar a liderança, essa cerimônia não ia acontecer. Mesmo a amiga da minha mãe ajudando, era gente entrando do lado errado. Sentando onde não deveria. Entrando na música dos outros. Uma verdadeira tragédia, em um calor tão forte, que meu afilhado até ficou tonto. O nego me mostrou o vídeo que ele havia preparado pra mim. Achei lindo, mas ele achou que podia ser melhor, por isso adiamos a surpresa. Demos as alianças pro Tio Naninho guardar e dei um último beijo no meu noivo. Da próxima vez seria esposo.
Cheguei em casa já na hora do almoço, cheio de visitas que chegaram e presentes ainda por abrir. Tomei um banho pra acalmar a correria e fui almoçar. Foi quando a Amanda chegou com os pais dela. E logo a Tamara, o Henrique e a Carol que completaram a minha emoção. Aí não consegui conter mais minhas lágrimas e a emoção invadiu também as pessoas ali presentes: meu padrinho Naninho e meu pai também choraram. Era essa minha certeza de que a noite seria ainda mais emocionante e minha deixa pra engolir a comida e correr para o salão de beleza.
Quando cheguei a Lenne House, minhas tias lindas já estavam quase prontas. Meu coração se encheu de felicidade. Depois de preparar meu cabelo fui para um quarto especial para as noivas, mas achei tudo tão solitário por lá. Gosto mesmo de movimento, ficar com meus pensamentos não fazia o tempo passar. Mas logo o fotógrafo chegou para tirar foto de eu me maquiando e eu percebi que logo estaria pronta.
A maquiagem não ficou como eu queria, mas eu estava tão calma, que nada me atrapalharia. O tio José Alberto me buscou pra levar até o estúdio, e eu comecei a suar de ansiedade por ter que fazer tantas poses enquanto meu primo já me esperava lá embaixo. O Juninho quem me levou, no carrão do amigo dele, para o Espaço Nobre. Fomos ao som de Black & Peas, na maior animação, com as pessoas me acenando na janela. E chegamos 10 minutos antes das 8h. Ao virar o quarteirão o vestido que antes estava super confortável começou a me apertar e a deixar sem ar. E o carro a atrapalhar o penteado. A cabeça pesava pra frente.
Enfim, cheguei. Não estavam todos lá ainda. O Juninho abriu o teto solar para eu ouvir melhor o coral, e ligou o pisca alerta pra anunciar a todos que eu estava lá.
40 minutos depois, os padrinhos já com os pés doendo de se equilibrarem com os saltos na grama dão inicio a cerimônia ao som de Melodia Sentimental de Villa Lobos.
E eu pude ver, o mais perto possível, aquela linda celebração. Depois entrou o Alexandre com minha sogrinha ao som de Milton Nascimento, e minha mãe com meu sogro. Meus afilhados e minhas daminhas. O carro parou mais perto para que eu descesse e arrumasse a calda do vestido. Neste momento meu pai chegou, me ajudou com o buquê e ficou ali me contemplando maravilhado. Tentando absorver aquele momento para nunca se esquecer. Eu me envolvi também. Afinal, estava vestida para o meu pai. Queria que ele me achasse bonita e ao mesmo tempo sentisse como eu estava agradecida por tudo, e pelo meu amor que sempre será só dele.
Ele foi bem devagarinho. A cada passo me olhava e parava como se andasse pra trás. E eu ia me alimentando dos olhares e dos sorrisos que me ofereciam ao longo do caminho. Eram só 20 metros, mas eu respirava fundo, tão fundo pra não chorar, que as lágrimas vinham ainda mais fortes. Devo ter feito muita careta. Segurava o maior sorriso que eu já pude dar junto aquela sensação única.
O nego conta que quando foi me tirar dos braços do meu pai, via eu acenando com a mão, chamando ele, mas não conseguia caminhar, até a hora que a mãe dele deu um empurraozinho. Ele veio com os olhos cheios e com a voz engasgada, susurrou: você está linda! Ele também estava, muito lindo. A cerimônia deve ter durado uns 20 minutos, em meio ao testemunho sobre LAR do Fernando, as palavras carinhosas e doces do padrinho Naninho e a homenagem do Pedro Vinicius tocando no violino Jesus Alegria dos Homens, mesmo depois de ter achado que havia quebrado a mãozinha e insistido nas aulas particulares. Ficou lindo!
Depois entrei no salão ao som de metálica. Meu tio disse que eu estava tão poderosa que levantei a saia do vestido até a cocha me achando a Ivete Sangalo. E fomos até o bolo fazer um brinde com os pais e padrinhos. Lógico que não bebi nem um gole. Também não comi, não vi um doce, nada do que eu disse que faria.
Falava toda cheia: - Comigo vai ser diferente. Eu vou dançar, vou curtir os convidados. Eu faço e aconteço. Mas nada.
Foi ótimo! Mas pareceu que durou 1 hora. Podia ter durado mais uns 3 dias entre pizzarias, churrascos, rodizio de petiscos, mesmo assim não consegui agradecer a cada um por fazer parte de tudo que eu tenho de valioso na minha vida.
Mas agora, eu dizer, que este casamento foi maior até do que eu já pude sonhar, acredito que seja a manifestação mais honesta, vinda do meu coração, que eu possa dar em retribuição.
Mamãe, Papai, vocês realizaram meu conto de fadas, com muito mais música e fogos de artifício. Obrigada.

sábado, 8 de maio de 2010

Estrada de fazer o sonho acontecer




















Agradeço a todos vocês pela presença, os presentes, a animação, e o amor que estava no ar pra quem quizesse um pouquinho. Infelizmente, não dá mesmo pra curtir cada um. Eu dizia que comigo ia ser diferente. Mas não foi. E fui a noiva mais feliz do mundo!
Obrigadaaaaaaaaa.

sábado, 1 de maio de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lista de presentes

Furadeira elétrica e jogo de ferramentas
GPS
Blueray
Forno elétrico
Lava louças
Mesa de jantar
Cooler automotivo 6L black & decker Polishop
Abajur para por ao lado da cama
Ar-condicionado
Ventilador Turbo Arno
Dinheiro

quarta-feira, 21 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Enamorados

O tempo passa mais rápido que o relógio e mais desordenado que os ponteiros. O tempo passa, e com ele vibra o alarme para acordar.
O tempo me olha nos olhos como se tentasse me reconhecer. São 4 anos do sem tempo em que eu aprendi a adivinhar as horas do mundo sem relógio.
Depois de tudo ainda me orgulho de sempre acertar. Mas não foi de uma hora pra outra.
Primeiro tive que me manter sempre pontual e presente. Tive que parar de viver o passado e de planejar o futuro. E fazer esse exercício de ficar exatamente onde estou repetidas vezes.
Depois tive que ser feliz e aceitar as minhas escolhas, só assim meus pés não fugiriam para outro lugar e espaço.
Hoje eu o amo. Não que não tenha amado antes. Mas hoje eu sei senti-lo intenso, profundo e controlável.
Amo o efeito que ele causa em mim mesmo que às vezes doa. Amo as histórias que ele conta sobre mim, apesar de reinventadas.
E todos os registros, encontros e desencontros, fotos, gestos, palavras, cortes, declarações, gritos, sabores, frio, orgulho e alma.
Sabê-lo comigo, acompanhando, fazendo companhia e muito mais do que isso, é o meu presente. O dele, guardo no peito, por todos os anos que nos prometem o tempo.

É amor

Eu te amo como se ainda tivesse muito para amar.
Como se tivesse conhecendo-o hoje, pela primeira vez.
Eu te amo de forma urgente mas sem a preocupação de que me possa escapar.
Eu te amo hoje, diferente de ontem.
Eu te amo como nunca amei ninguém, como se fosse o único, porque é isso o que é.
Eu te amo pelas causas perdidas e as lutas que ainda iremos que travar.
Eu te amo pela minha insegurança e a maneira fútil e infantil de enchergar a vida.
Eu te amo porque não sou sábia o bastante para deixá-lo ir.
Porque não tenho paz quando está longe e mesmo amando meus momentos de silencio e conversa a sós comigo mesma, eu amo a turbulência que você faz quando aparece.
Eu te amo porque me faz tremer.
Eu te amo porque não conheço nenhuma outra palavra que me faça sentir assim.
Eu te amo de corpo e alma.
Eu te amo sem palavras e às vezes com palavras de sobra que despencam sem nexo pelos meus pêlos.
Amo a forma que criei de você. Amo como o idealizei. Mas amo também suas verdades que combinam tanto com minhas loucuras inconsequentes.
Eu te amo nos dias de sol, nas tardes de chuva e nas noites de frio.
Eu te amo quando não consigo nem ao menos olhar nos teus olhos constrangida ou por desafeto.
Eu te amo sem nada a perder mesmo parecendo que sempre quero lhe cobrar algo por isso.
Porque eu te amo sem medidas, desmensuravelmente.
Eu te amo mesmo que você no meio de tanta confusão.
Amo quando chega sem avisar e vira meu mundo de pernas pro ar.
Amo mais seu sorriso do que a cara brava que faz quando pensa que é gente.
Mas amo-o ainda mais por ser sim: maduro, integro, respeitador e companheiro.
Eu te amo por não aceitar as minhas falhas mas ter aprendido a viver com elas.
Eu te amo pelas pequenas coisas do dia a dia e as grandes que estão reservadas somente a nós dois.
Amo seu sistema de vida, morte e tudo que fica no meio, envolve: o respirar.
Eu te amo por ter muita didática mas nunca colocá-la em prática.
Eu te amo porque me sinto presa a você mas com a liberdade permissiva de poder recomeçar a cada dia.
Amo não precisar de você pra viver mas ter feito essa escolha de fazer de você a minha vida.
Eu te amo do nada e sem explicação quando cheira o meu pescoço de mansinho ou declama poesias sem que eu as esperasse.
Amo um jeito só seu que não tenho a menor intenção de tentar mudar.
Eu te amo às vezes com vontade de chorar, com medo do tamanho desse amor.
Eu te amo porque sempre que erro você não me perdoa mas amanhã estamos bem: você esqueceu e eu parei de errar.
Eu te amo como uma banda de rock: imprevisível, dolorida, afônica, sem harpas ou violinos melódicos.
Eu te amo com os pés fixos ao solo mas as asas abertas a esperar pelo voo.
Eu te amo de novo, de novo, de novo, quando derepente descobri que não quero mais viver sem você.
Eu te amo inconsequente e louca com os olhos bem abertos pra que não me escape um só momento.
Eu te amo quando numa tarde de sexta, fim de expediente, você me colocou sobre a mesa e deitou sobre mim o seu amor.
Eu te amo com a culpa de uma barra de chocolate que vai se derretendo até esquecer de todo o resto e sobrar só desejo.
Eu te amo de um jeito febril, passional, que me faz querer dançar toda a madrugada e acordar cedo para tomar sol pela manhã.
Amo desde o 8 ao 80 que habita em mim.
Amo assim e agora.
Amo até você ir e partir. Mas não pelo que faz, mas pelo que é.
Eu te amo sem fim.

Verdade ou amores

O amor de verdade não pede nada em troca, não cobra, nem compete.
O amor de verdade permite, eleva, se entrega.
O amor de verdade é como cheiro de perfume solto nas tardes de outono de uma cidade sem rumo, caminhos ou passos (abraços dados).
O amor de verdade é pra agradecer, pra surpreender, pra surtar, não se arrepender.
O amor de verdade é meu, é dele, e não é pouco, nem um pouco. O amor é pra todos.
De verdade. De mentira. Aos pedaços, inteiro, de um dia, pra toda a vida.
O amor de verdade chega e parte tão rápido que somos capaz de nem notar a sua presença.
Abençoe óh Deus o amor de verdade.
Que acredita mais em mim do que eu mesma.
Que enxerga o melhor de mim.
Que não sabe das dores ou loucuras porque faz parte delas
e ela faz com que tudo sempre lhe pareça tão doce.
O amor de verdade, se ele existe, segura agora em minha mão.
- Vamos para cima ele diz. Pegue firme. Para cima! Lhe convida a voar.

Sal

Quando a saudade insiste em bater, não exita.
Muitas vezes estamos perto demais, mas não o bastante para ficarmos próximos, sentir o colo, a pele ou respiração.

Tem gente que conta as horas, vira folhinha, risca agenda, e ansiosos agarram o momento como o próprio fôlego, só para chegar junto. Entre soluços e sorrisos, não se quer pensar em nada, é o não ter tempo a perder.

Apreensivos, muitas palavras se escondem nos vincos da razão. Mas quando não temos motivo ou deixamos o coração divagar é que encontramos sentido apenas com um olhar.

Ninguém segura as lágrimas, insistentes turvam minha visão. Por isso fico aqui parada, espero por suas mãos. Não sei como reagir ou quanto tempo vai ter que passar para que eu entenda porque são as lembranças as responsáveis pelo meu caminhar.

Estrada de ida, viagem de volta. Nem preciso fechar os olhos para estar com você.
Assim, encurto a distância, descanso em teu peito e tenho a certeza que não é mal nenhum querer voltar.

Aprenderemos a ser pacientes, parar um instante pra dar lugar ao sol que se põe,
buscar a resposta que já mora dentro da gente, e seguir em frente sem arrependimentos.

Coração em abril

Tem uma coisa que se vela enquanto nós nos revelamos.
Tem alguma coisa de meu naquela porta entreaberta.
Abrindo, interagindo, adorando, pedindo, desejando, sorrindo.
Me tem. Toda, completa e entregue. A mais sincera que já fui ou poderia ter sido.
Ele tem toda a razão quando diz: você não me conhece.
E fico sinceramente grata quando me surpreendo, outra, e mais uma vez.
De repente ele estava ali. Das minhas manhãs de segunda as sextas de tardezinha.
E nada parecia diferente até quando rimas antigas de um poeta sem década invadiram minha tela me transportando para qualquer coisa que eu me permitisse ser e que nem ouso a entender, mas parece que ele pode sempre compreender muito bem.
Não é como aquelas paixões arrebatadoras de folhas de outono. Não é, ainda.
Mas é algo que chegou de mansinho e em pouquíssimo tempo, ai, ai, que calor no peito.
Corações de abril, despetalado em flores.

Dormevu

Dorme em meu peito. Durma tranqüilo.
Como se a noite já não começasse às 3 da manhã.
É hora de fechar seus olhos a indiferença do mundo.
Tem tanta gente honesta, sem culpa, com honra, assim como você.

Vem,
Ao menos deite um pouco,
Deixe que seus músculos também se façam relaxar.
Não é no braço que vamos ser mais justos e sinceros.
Nossa competência pode ser medida pelo esforço do nosso trabalho.

Olha,
Aquele grito já não é mais de alerta. Escute com paciência os oprimidos.
Tem tanto amor mesmo nos que sentem dor.
Somos nós quem trilhamos o amanhã.
Mas é hoje que temos de nos libertar.

Escute,
É o seu coração que está batendo mais forte.
Fique feliz pela nossa felicidade.
Aceite que também podemos fazer parte dela, usufruir.

Saiba,
Mesmo que pareça não aceitar tudo que fala.
Estou ao seu lado e apoio suas lutas.
E quando puder ajudar, saberei a hora certa de erguermos juntos essa espada.
Quando a luta não for desgarrar-lhe dos seus propósitos.

Deita,
Descansa no meu peito a conformação.
Silencia o medo do mundo e das noites mal dormidas no meu colo.
E agora, brando, põe-se a chorar como se tudo se explicasse por um único olhar.

Vem, e me dá um beijo.
Hoje é dia de valsa.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Procura-se sapatinho de cristal

Ele tem que ser confortável. Caber sem esforço. Me deixar do tamanho do nego, nem mais alta ou mais baixa. Ser de tecido. Branco como o vestido. Com um delicado e charmoso detalhe. Salto baixo, sem ser tão fino para não enterrar no jardim. Que dê pra cumprimentar todos os convidados e pra dançar muito até o fim da noite ou quase dia. Não enganche no rabo do vestido. Não corra o risco de tropeçar ao sair do carro. E principalmente, me faça entrar com o pé direito.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Enfeite de cabelo não dá azar


















Mamy sempre ao lado, ajudando em cada detalhe. Te amo muito mamãe linda.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Nós fazemos tudo juntos

Eu leio Vogue. Ele assiste House.
Ele usa várias panelas pra preparar o almoço. Eu sempre elogio a comida dele antes mesmo de colocar a primeira colherada na boca.
Ele joga as roupas por toda a casa. Eu passo por cima.
Eu mostrei faz 3 dias que sei passar roupa, só estava escondendo o ouro.
Ele me mostra cada dia uma habilidade diferente, que me surpreende.
Eu confio nas pessoas. Ele nem gosta delas.
Ele gosta de frio. Eu amo tomar sol.
Ele senta em cima dos meus pés para esquentar, já usou até secador pra acelerar o processo.
Ele lava as mãos várias vezes ao dia. Banho são uns 4. Mas sou eu quem o lembro de escovar os dentes.
Ele foi criado com comidas macrobióticas. Eu amo salsicha crua.
Eu amo dormir. Ele acha 5 horas por noite suficiente.
Ele não gosta de perder tempo. Eu amo ter tempo pra perder.
Eu planejo tudo, não aceito mudança de programação. Ele vira minha vida de pernas pro ar, mudando os planos a cada 5 minutos.
Ele aproveita que foi visitar uma pessoa, pra fazer mais umas 3 visitas em lugares diferentes. Eu não tenho o dom de me dividir em mil.
Eu canto. Ele arranha um violão.
Ele acerta todas as perguntas de programas de auditório. Eu não vejo graça em piada infame.
Ele usa tênis pé baruel até pra ir na esquina. Eu tenho chulé.
Eu ronco. Ele me filma enquanto durmo.
Eu escrevo poemas, centenas deles. Ele nunca leu meu blog.
Ele esquece de ser romântico. Mas quando lembra, é de acender velas.
Eu tenho pavor de rotina. Ele ama viajar.
Eu amo comprar blusinhas. Ele vai todos os dias ao supermercado.
Eu gosto de caldo de feijão. Ele ama pizza e carne moida com pequi.
Ele faz de tudo uma festa, e só pensa em agradar os amigos. Eu não sei receber as pessoas, mas vou aprender.
Eu tiro fotos de tudo que vejo na frente. Ele faz careta em todas elas.
Ele prefere fechar a cara, deixe que os outros pensem. Eu conquisto as pessoas com meu sorriso, uso indiscriminadamente.
Ele dorme com a TV ligada. Eu só durmo com silêncio absoluto e profunda escuridão.
Eu sonho todas as noites. Ele não se lembra de ter sonhado um dia.
Ele tem muita ambição. Eu sou mais acomodada.
Eu queria ser cantora. Ele ficar bebendo no meu camarim.
Ele vai montar um restaurante a beira praia. Eu vou ser uma conhecida redatora.
Eu chamo ele de Nego. Ele me chama de Preta.